Associação dos Sem Carisma #85

6 dicas para comemorar o Dia do Sexo Sozinhe (ou não)

Sem carismers desse Brasil, vamos confessar: às vezes nem pro sexo rola carisma, né? É aquele desânimo que bate e não nos deixa ser feliz. Mas já que dia 6 é o Dia do Sexo, não vamos deixar nossa falta de carisma — ou de parceire — atrapalhar nosso prazer. 

Convidados pela Nat da Dona Coelha, pensamos em algumas dicas para você aproveitar o Dia do Sexo sozinhe (ou não)! Vem que vai ser tudo. 

Dona Coelha devolveu nosso carisma com a volta do Good Vibes Rabbit e Bullet, e também com o lançamento da Rosa Sugadora. E para vocês aproveitarem também, tem cupom de frete grátis no site da donacoelha.com para você usar até o final de setembro em compras acima de R$200. É só usar o cupom SemCarismaSemFrete. Aproveite! 

VEM CONHECER A DONA COELHA!


TPM da feiura

por Camila Fremder

Estou de TPM hoje. Não sei vocês, mas eu tenho TPM de vários tipos. Algumas eu choro à toa, outras eu fico raivosa, às vezes ansiosa ou totalmente desconfiada e insegura, mas hoje eu tô com aquela que você apenas se sente horrorosa. Pensei comigo mesma: vou passar um corretivo, uma corzinha na boca, um iluminador e tudo vai melhorar, mas não. Fiz tudo isso e ainda sentei de frente pra luz bonita que entrava pela janela, e quando abri a câmera do celular me achei toda errada. Minha ideia era postar um stories bem linda, até arrastar pra cara o filtro Paris que sempre dá aquela força, mas não rolou, me achei feia.

Resolvi falar sobre isso porque tenho certeza de que tem gente que tá na mesma que eu. A TPM é uma coisa tão maluca que a gente tem que se forçar a lembrar que aquele filme que vimos mês passado não era tão triste, era a nossa TPM. A impressora não estava tentando acabar com nossas vidas, ela só deu pau e a gente a chamou de cretina por causa da TPM. Assim como não estamos horrorosas hoje, é só nossa TPM, essa cretina. Mais 5 dias, segura essa onda. 


Se quiser falar de amor, fale com a Bebetinha!

por Bertha Salles

Tudo o que vai volta?

Hoje acordei feliz da vida, porque mesmo depois de ter uma semana merda eu teria terapia e tomaria a minha segunda dose da vacina.

Fui fazer as unhas e andei até a UBS para tomar a minha Coronavac geladinha delícia.
Chegando lá, encontrei uma fila quilométrica, e eu havia marcado do meu primo vir aqui em casa fazer uns consertos (meu pereirão <3), e depois ainda tinha médico, enfim, toda embananada.

Final da fila, encontro um moço sentado, olhando para o nada e pergunto: “Você está na fila?”.

Ele responde que sim, mas que posso passar na frente dele.

Respondo que não, imagina. E ele diz que tanto faz com os olhos simpáticos, onde a máscara esconde o restante do rosto..

Olho de novo e acho o rosto familiar, mesmo de máscara. Olho os braços e o cabelo…

OBS: ISSO NÃO É UM CONTO ERÓTICO, rs.

E era o tatuador que eu tinha marcado de tatuar no mês que vem!

Fico tímida, mas de repente penso: FODA-SE, VOU FICAR PLANTADA AQUI MERMO, PELO MENOS FICO CONVERSANDO.

Pergunto se ele não é o tatuador X e tal, mesmo já sabendo que era ele, pois sou stalker e não sou besta, e começamos a conversar horrores sobre vida, trabalho, casa e etc.

De repente ele me diz que tem um medo tenebroso de agulhas, e que da última vez que foi vacinar teve que se sentar e tudo, porque a pressão baixou.

Fico zoando horrores (sou zoeirinha, né meo), mas como pode um tatuador ter medo de agulha (eu bem tiazona do zap), falei até para ele voltar para a minha frente que caso desmaiasse eu o segurava e tal.

Muito que bem, o tempo foi passando e era hora de almoço, o sol latejando em cima da cabeça, mas eu estava lá, animadona para tomar a minha segunda dose.

Chegou a nossa vez.

Passamos no primeiro guichê para preencher informações quando, de repente, minha barriga ronca e eu começo a ficar meio tonta. Pensei “era só o que me faltava, zoei o menino o rolê todo e quem vai desmaiar agora sou eu”.

Segurei a minha onda, bebi água e fingi a pêssega.

Na hora dele se vacinar, ele foi lá e não quis sentar na cadeirinha, firme e forte.

Já eu estava louca para que me oferecessem a cadeirinha, mas eu não ia dar o braço a torcer, afinal, eu não podia dentro da competição idiota da minha cabeça.

Ele vacinou, saiu com a tia e nos despedimos. Era a minha vez, logo aviso a moça que sou taurina, estou com fome e pressão baixa (dei satisfação como a minha madrinha Camila Fremder ensinou).

Vacinei e rezei para não cair dura e pagar a minha língua.

Venci, saí e logo fui sentar na mureta e pedir um Uber porque não conseguia andar duas quadras até em casa.

Moral da história, não deboche dos outros pelo que pode acontecer com você, muito menos se essa pessoa for tatuar a sua costela daqui a um mês.


Eu não sei ser feliz

por Taize Odelli

Rolou uma sensação estranha essa semana. Era quarta-feira, 9 da noite, eu estava fumando de boinhas (como venho fazendo durante a noite nos últimos meses). Foi nesse momento que tive um grande sentimento de contentamento. Naquele dia eu tinha feito todas as tarefas dos freelas e mais. Até postei publicidade no meu perfil. Cumpri com tudo o que estava pendente. Eram nove da noite e eu estava de banho tomado, skin care feita, com texto para a news e resenha escritos. 

Além disso, naquele dia eu também tinha limpado a casa e lavado a louça. Até passei cera no chão. Aspirei o sofá pra me livrar dos pelos dos gatos. Limpei a areia dos gatos. Tirei o lixo. Eram nove horas, ainda era cedo, e já estava tudo feito.

Tudo estava bem. Nada estava atrasado. Eu estava calma e plena. E de repente penso: "gente, é isso mesmo? Eu tô contente?". Não estava esperando nada de ninguém. 

Mensagem do boy? Mandei um oi, ele respondeu e foi isso, tá tudo bem. Necessidade de conversar com outros boys em apps? Nah, não estava com vontade. Nem homem estava me estressando. Olha que coisa. 

Aí pensei: "nossa, preciso escrever sobre essa sensação. Eu tô feliz, cara. Isso é raro”. Mas aí repensei: "mais uma vez você vai dizer que está bem para chegar na semana seguinte dizendo que a vida é uma merda e nada faz sentido". 

Essas oscilações acontecem bastante, principalmente agora que ando me sentindo mais afetada pela TPM — olha aí, combinando tema com a presidenta! E aí lembrei que no dia anterior veio um alerta no celular de que a minha menstruação deveria começar nos próximos dias. Ou seja: no momento em que senti o contentamento eu já estava na TPM. 

Deve ter algo errado. Não é possível. Gente, será que eu tô grávida? Não tem como. Não sabendo ser feliz, fiquei nervosa com essa possibilidade e deixei o contentamento de lado. Qual é a pegadinha?


Diquitas

Dicaize

Minha diquinha da semana vai ser The Chair, série delicinha que tem na Netflix.

Estrelada pela Sandra Oh, essa musa, é sobre uma mulher que vai assumir a chefia do departamento de inglês em uma universidade. A primeira mulher a ocupar o cargo. E aí começa todo um embate com o pessoal da velha — bem velha — geração, as saias-justas com os alunos, os dramas do amigo professor se acabando no luto e equilibrar tudo isso com uma filha pequena sem filtro na língua.

É fofa, é engraçada, é inteligente, tem um visual ACADEMIA lindo demais e eu vi tudo em uma noite. 


Podcastezitos (nossa, odiei esse nome, ou seria novamente a minha TPM?)

É Nóia Minha?: Falamos sobre nossa relação com o afeto. Como somos ao receber um elogio, se demonstramos ou não tudo o que sentimos, quando é mais complicado demonstrar, enfim… Foi um papo muito bom e importante. As convidadas foram a roteirista Renata Corrêa e a podcaster e jornalista Roberta Martinelli.

Calcinha Larga: O papo foi sobre a criação de filhos. Contamos com a presença da educadora parental Elisama Santos e muita dica boa saiu do papo. Vale o play!

PPKANSADA: Taize, Bertha e Bela chamaram o psicólogo Uno Vulpo, vulgo @sentomesmo, para falar sobre a libido e como ela é afetada pelos antidepressivos. Vai lá ouvir!


Tchauzinho!

Mais uma semana acabou para a alegria geral desta associação. Aproveitem bem o Dia do Sexo, ou não. E um grande obrigada para a Dona Coelha por apoiar a news de hoje. E a vocês por lerem, claro. <3

Bjos,
Camila, Bertha e Taize